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| Chevrolet |
Por exemplo, Paolo Bulgari, responsável por uma das mais afamadas griffes mundiais, é um conhe - cido coleccionador de modelos do construtor que marcou os anos de ouro do rock’n’roll. E grandes compositores incluíram os Chevy nas letras de grandes êxitos – e se exemplos não faltam, quase todos recordam Elton John a cantar: “I remember when rock was young/Me and Suzie had so much fun/holding hands and skimming stones/Had an old gold Chevy and a place of my own/But the biggest kick I ever got/was doing a thing called the Crocodile Rock/”…
Afastado do “gigante”, Durand não quis ficar longe do mundo automóvel e recrutou o seu antigo piloto Louis Chevrolet (1878-1941) para promover a nova aventura industrial, tirando partido da grande reputação que o suíço garantira nos EUA. Foi sob o seu nome que surgiram os primeiros protótipos construídos numa garagem de Detroit, onde a Chevrolet nasceu a 3 de Novembro de 1911. COMEÇO AUSPICIOSO No ano seguinte, a Chevrolet vendeu cerca de três mil veículos. Três anos mais tarde, um litígio entre Durand e Chevrolet levou ao afastamento do ex-piloto, mas, em 1916, a marca era tão rentável que permitiu a Durand adquirir uma posição maioritária na GM. O negócio ficou concluído em 1917, altura em que a Chevy foi integrada no gigante da indústria automóvel americana, onde desde logo se assumiu como uma das divisões mais rentáveis, graças ao seu volume de vendas. Entre as décadas de 1920 e 1940, a Chevrolet disputou com a Ford e com a Plymouth (pertença do Grupo Chrysler) a liderança do mercado automóvel americano, onde as três marcas eram conhecidas como as “Low price – Three”. No entanto, os Chevy garantiram um status muito próprio e o lançamento do mítico Corvette só veio a potenciar a sua imagem na década de 1960. Para além do sucesso no mercado doméstico, a marca, que se afirmou como um dos grandes pilares da General Motors, conquistou o mercado da América do Sul, expandiu- se para a zona da Ásia- -Pacífico, instalou-se na África do Sul, implantou-se na Austrália e conquistou mercado na Europa e chegou à Rússia, após a queda do Muro de Berlim. A aquisição de uma posição maioritária na Daewoo em 2002 permitiu à Chevrolet diversificar a sua oferta ao nível do mercado global. Em 2005, todos os modelos da antiga Daewoo começaram a ser vendidos na Europa sob o nome Chevrolet, uma alteração que irá ser também extensível ao mercado sul-coreano ainda este ano. | |||||||||||||||||||||