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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Os preços dos transportes públicos vão aumentar, em média, 15%

Os preços dos transportes públicos vão aumentar, em média, 15% a partir de 1 de Agosto. É um aumento chocante para quem o paga, necessário para quem o recebe e inevitável para uma economia em desastre. E que pode não ficar por aqui. Mas devia mudar muito mais do que o preço.
O aumento é injusto porque é quase indiferenciado. O Governo anunciou que vai criar tarifas mais baratas para os mais pobres, a partir de 1 de Setembro. Mas o que se verifica é um aumento geral dos títulos de transporte rodoviário, ferroviário e fluvial das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Carris e STCP incorporam os 15%, na CP os aumentos chegam aos 20% (na linha de Sintra), na Transtejo chegam a atingir os 25%.
Estes aumentos repentinos acontecem numa altura péssima, em que os rendimentos disponíveis dos portugueses estão a reduzir-se à medida que tudo o resto sobe: impostos, medicamentos, factura da electricidade, taxas de juro, gasolinas, etc. Mas a verdade é que este aumento acontece de supetão porque devia ter acontecido faseadamente nos últimos anos. Factores políticos criaram sistemas tarifários insustentáveis para empresas politizadas e mal geridas, sobretudo nos transportes (mas não só), o que resultou numa dívida colossal de 16 mil milhões de euros que nenhuma destas empresas consegue pagar.
Essa dívida há-de ser reconhecida como dívida pública. Mas as empresas de transportes têm de tornar-se equilibradas operacionalmente, o que exige tarifas mais elevadas mas também reestruturações profundas para as tornar melhor geridas e com menos custos. Ora, para já só se verifica um aumento das tarifas e ainda nada na gestão das empresas, além de algumas negociações amigáveis de rescisão de pessoal.
Os tarifários dos transportes públicos estão obsoletos. Não faz qualquer sentido que os descontos sejam dados em função da idade e não em função do rendimento. Mas além destes aumentos que a troika impôs (e que as empresas de transportes públicos agradecem penhoradamente…) é preciso revolucionar o sistema. É um sistema falido, mal gerido e que provou a célebre frase: o que não pagam os utilizadores hoje, pagam os contribuintes amanhã. Agora que a situação atingiu a ruptura total, pagam todos: utilizadores, contribuintes e ainda os seus filhos, enteados e primos.
A insustentabilidade do sistema de transportes públicos não é apenas financeira, é de exploração – é de filosofia. Durante anos fomos enganados pela ilusão de que o “serviço público” era barato, quando na prática estivemos a engordar uma dívida paga por outra geração, à sombra da qual se estabilizou uma clique incompetente de gestores, de ministros e de autarcas. Foi dando. Agora não dá. Aumenta-se o preço dos transportes porque tem de ser. Passe social? Passem bem. Ou não.


Pedro Santos Guerreiro - Director do Jornal de Negócios

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