As novelas da Rede Globo, além de retratarem histórias e tramas sobre os mais diferentes temas, ditam a moda, mostram tendências e influenciam no modo de pensar e até mudam o comportamento de milhões de brasileiros.
Funcionam como se fosse um ponto em comum entre as milhões de pessoas que as assistem, transformando a vida de famílias, ainda que seja de forma lenta e paulatina. As novelas brasileiras são vitrines que têm a capacidade de propagar com a maior rapidez várias situações que envolvem o nosso dia-a-dia.
Quando a novela explora um tema, o mesmo toma proporções gigantescas, criando comoção e discussão nacional. Os autores estão mexendo com a mente de milhões de pessoas de graus diferentes de instrução, o que leva a inúmeras interpretações distintas sobre a mesma situação.
Ao assistir o capítulo de sexta-feira (08/05) da novela “Caminhos das Índias”, me deparei com uma situação inusitada e bem interessante que é motivo de preocupação e bem conhecida do setor de autopeças já há algum tempo. O fato do assunto ser comentado na novela, mostra que a sociedade começa a conhecer o grave problema da falsificação, roubo e pirataria de autopeças.A cena da personagem Aída com seu fusquinha de estimação que para de funcionar na frente do ex-marido e do filho dele, um rapaz que não tem ética e gosta de chamar atenção com comportamento completamente inadequado e que tem todo o apoio dos pais mostra a realidade em que vivemos. O moço comenta com a madrasta que conhece um pessoal que vende peças pela metade do preço, dando a entender que são produtos de origem duvidosa. Aída, que é muito cuidadosa com o seu carro, diz, com veemência, que não quer compactuar com ilegalidade e que o seu automóvel, apesar de velhinho, é todo regular e só coloca peças de qualidade.
Achei muito interessante que a novela da Globo tenha abordado este assunto de pirataria e falsificação que o setor de autopeças tem combatido.
Mostrar uma personagem ética que não quer compactuar com a rede de criminosos, comprando peças falsas ou roubadas é um exemplo que promove a moralização e mostra que é o consumidor que tem o poder de decidir se vai ou não comprar produtos de origem duvidosa, lembrando que o mais prejudicado é ele mesmo, pois as peças piratas e falsificadas não atendem às mínimas especificações dos fabricantes e podem colocar em risco a vida das pessoas. Já pensou estar a 100 km por hora e precisar frear, mas as pastilhas piratas não funcionarem? Que perigo! Ninguém tem o direito de colocar em risco a própria vida e a das pessoas a quem ama e transporta.
Ao abordar este tema a autora da novela, Glória Perez, contribuiu para instruir a população, deixando claro que comprar peças olhando apenas o preço não é um bom negócio. Isso foi muito oportuno já que o tema começa a ganhar espaço. E, o mais importante é que foi colocado de uma forma muito coloquial, possibilitando a transmissão da mensagem de uma forma simples e clara que pode ser entendida por todos.
Para o setor de autopeças, esta ação da Globo significa uma conquista muito importante, pois quando o assunto começa a ser discutido e mostrado desta forma, pode chamar a atenção da sociedade para o problema.
Integrante do Fórum Nacional Contra Pirataria e Ilegalidade, o setor de autopeças, por meio do Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, trabalha intensamente com as autoridades de governo para coibir fraudes como subfaturamento, falsificação e descumprimento às normas de segurança nas importações, principalmente de países asiáticos.
O consumidor é um agente fundamental para combater a pirataria e ilegalidade de autopeças. Em caso de suspeita, deve fazer denúncia ao Fórum Nacional Contra Pirataria e Ilegalidade de pelo. É desta forma, que, com o apoio de cidadãos conscientes, é possível construir um país melhor.